A mais recente polêmica da sociedade brasileira envolve as performances artísticas de um coreógrafo Wagner Schwartz, em que ele se deita nu para a plateia e fica à disposição da interação de crianças, que o tocam estimuladas pelos adultos. A divulgação do caso vem movimentando as redes sociais nos últimos quatro dias e gerando muita indignação.

A julgar pelas fotos e vídeos que circulam pelas redes sociais, o estímulo à interação com o artista nu era feito especialmente às meninas, que levadas pelos pais e/ou responsáveis aos locais onde a performance era executada, terminavam tendo contato com um adulto sem roupa nenhuma a partir do incentivo dos presentes.

Os pastores Cláudio Duarte, Marco Feliciano e Silas Malafaia publicaram vídeos em repúdio à realização da peça, em especial no Museu de Arte de São Paulo (MAM), onde um vídeo foi feito em que uma mãe estimula a filha a tocar no artista nu, que está deitado no centro da sala. O vídeo mostra, inclusive, uma certa resistência da criança à interação, mas ainda assim a mãe insiste para que ela toque Schwartz em alguma parte do corpo.

“Os pais dessas crianças não estão nem aí, e essas pessoas não estão nem aí para o que está acontecendo. Só quero fazer uma pergunta às autoridades, advogados. Isso aí, não se pode dizer que é um abandono de incapaz, não? Expor uma criança a uma situação ridícula como essa? Por favor, eu queria […] saber o que a sociedade está pensando. Não é possível que eles estão querendo enfiar essas coisas na nossa goela abaixo”, disparou Duarte.

O pastor – conhecido por suas palestras bem-humoradas sobre casamento e família – deixou claro que a sociedade está dando mostras de ter transposto os limites: “Ficam falando de cura gay. Nós estamos precisando é curar a mente do homem, por inteiro, porque isso é um absurdo. O que estão tentando fazer… já não é de hoje. Com aquela exposição do Santander, eu fiquei quetinho, mas isso é um absurdo”.

Outro que protestou foi o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), afirmando que os movimentos de esquerda precisam parar de promover conteúdos que estimulem a erotização infantil. O sentimento é compartilhado por milhares de pessoas, que criaram uma petição pública pelo fechamento do museu, que já reuniu mais de 76 mil assinaturas.

“Estou indignado, estou enfurecido, enraivecido com o ocorrido no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Somente nos últimos 30 dias são três museus que expõem nudez, zoofilia, pedofilia, pornografia aos olhos de nossas crianças. Eu repito o que venho dizendo: deixem nossas crianças em paz”, afirmou.

“Nossas crianças são puras, a pureza infantil tem que ser protegida. Não erotizem nossas crianças, não tirem nossas crianças do caminho, não transformem nossas crianças em adultos pervertidos como vocês são. Isso não pode mais continuar acontecendo? Até quando a sociedade vai se calar? Até quando a grande imprensa vai dizer que isso é apenas arte. ‘A arte é apenas para despertar o estado crítico das pessoas’. Pessoas que tenham idade suficiente para saber o que estão vendo. O que é que uma criança pode entender vendo um corpo nu, senão despertar a sua curiosidade para a erotização?”, questionou.

Para Feliciano, o MAM deveria ter vetado a entrada de crianças na sessão do artista, e não apenas alertado para a classificação etária da performance. “O Museu de Arte Moderna pecou. Pecou também esse artista chamado Wagner, que através da sua performance, esse coreógrafo, fica nu, e induz as pessoas a tocar seu corpo. Levou crianças a fazerem isso. É claro que em uma nota, o MAM tenta desfazer [a polêmica], dizendo que isso é só uma ‘leitura interpretativa da obra Bicho’, de uma tal Lygia Clark. Eu não sou contra qualquer expressão artística, desde que respeite as leis e nossas crianças”, acrescentou.

Da Rádio Sintonia / Fonte: G.Notícias