A discussão em torno das performances artísticas de um coreógrafo que se apresentava nu para interação com as plateias continua gerando indignação por causa da exposição de crianças às cenas. O pastor Silas Malafaia gravou mais um vídeo apontando a omissão da grande mídia em relação ao caso como uma “vergonha”.

Malafaia destacou que a legislação brasileira repudia, em diversos pontos, a exposição de crianças à nudez de um adulto e à pornografia, e pontuou que o papel da imprensa é denunciar e repercutir as situações que se configurem como descumprimento da lei.

“Eu sou a favor de uma imprensa livre. É basilar para o Estado democrático de Direito. Fico decepcionado, envergonhado de ver que a maioria da imprensa brasileira se omitiu nos crimes em nome da arte. E os artistas, que vêm sempre em defesa de questões que envolvem os Direitos Humanos, se calaram”, queixou-se o pastor.

O líder evangélico pentecostal afirmou ainda que “os crimes que foram cometidos no museu do Rio Grande do Sul, no MAM de São Paulo e [no Instituto Goethe] na Bahia são crimes previstos na Constituição”, e que a situação não poderia passar impune.

“A classificação indicativa que está na Constituição é para proteger o pequeno ser, que é a criança. O que fizeram é uma das covardias mais terríveis contra o ser indefeso. Há poucos dias atrás, na questão da famosa ‘cura gay’, veio tudo que é artista e a imprensa. Agora, você sabe o que a maioria dos jornais e revistas colocaram? ‘A polêmica sobre o nudismo nos museus’. Polêmica? E ainda tentaram colocar no colo dos evangélicos como se isso não fosse uma revolta da sociedade”, disparou Malafaia.

O pastor, demonstrando indignação, reiterou: “É crime! Colocar a criança sujeita a nudismo é crime. Tem leis federais, fora o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] e a Constituição. Essa raça tinha que estar na cadeia. É uma afronta à sociedade. Cadê os artistas, onde estão? Os grandes jornalistas moralistas que se calaram diante da aberração?”.

Expressando preocupação com o futuro, Silas Malafaia falou também sobre o impacto que essas situações terão sobre a sociedade brasileira em dias vindouros: “Quem não protege suas crianças não protege a história da sua nação. É uma vergonha, uma afronta! Não vi um editorial. Se calaram, se omitiram!”, criticou, novamente, a imprensa.

Ao final, o pastor expôs uma contradição na postura das autoridades em relação a atos libidinosos: “Agora mesmo no interior de São Paulo, um pedreiro mostrou o pinto – vou dizer aqui a expressão popular – para uma criança e foi preso. Tinha que ser preso mesmo esse vagabundo. Agora, sabe qual é a questão? Ele estava na profissão errada, porque se mostrar o pinto para uma criança e for artista, pode”.